sábado, 11 de agosto de 2012

Pequena história do violão


Pequena história do violão


A história do violão está enraizada junto ao começo da história da civilização humana. Em escavações no Egito, entre os anos 300 e 700 da era cristã, foram achados afrescos e murais que descrevem festas e cerimônias religiosas, onde se viam músicos tocando flautas, tambores e um instrumento de cordas semelhantes a um alaúde. Foram os persas e árabes que primeiro usaram o nome “Quitara” para designar um instrumento musical com várias cordas montadas em uma caixa de madeira, que aumentava o volume do som. Esse nome era uma homenagem a khitara, um tipo de harpa que era usada na antiga Grécia em festividades e no teatro. Era associada ao deus Apolo e considerado um instrumento de difícil execução. Daí então veio o nome “guitarra”, como violão é internacionalmente conhecido, na forma de “guitarra acústica”.
Foi durante a idade média que a “Quitara” foi traduzida na Europa, primeiramente ao sul onde hoje temos a região de Andaluzia, na Espanha e depois gradativamente foi tomando o lugar do instrumento e vários avanços foram sendo introduzidos, como o sistema de afinação, a parte de trás que foi ficando mais reta e plana têm os modelos que passaram a ter cinco cordas ao invés das quatro utilizadas até então. Essas modificações continuaram até o século 19, quando o espanhol Antônio de Torres Jurado, introduziu a sexta corda, as tarraxas com o sistema de engrenagens, e alterou também o corpo do violão, deixando as curvas conforme o conhecemos nos dias atuais.
No Brasil, na década de 20, houve uma maciça popularização do instrumento, quando deixou de ser instrumento de “malandro” para ser o instrumento preferido das camadas mais altas da sociedade, notavelmente no Rio de Janeiro, onde tocar violão era “chic”. Nessa época surge a revista “O violão”, editada por entusiastas aficionados que pertenciam à alta sociedade cultural do Rio e praticavam o violão como amadores.





Nenhum comentário:

Postar um comentário